
A ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE ACREDITAÇÃO - ONA - é uma organização não governamental, reconhecida pelo Ministério da Saúde, que tem como objetivo geral promover a implementação de um processo permanente de avaliação e de certificação da qualidade dos serviços de saúde do País, dentre eles, serviços de medicina laboratorial.
Alinhado ao seu compromisso de aprimoramento contínuo da qualidade de seus serviços, o Check-Up Medicina Laboratorial acaba de conquistar a mais alta certificação dessa organização: é a ACREDITAÇÃO COM EXCELÊNCIA - NÍVEL 3 - ONA. Para se ter idéia do significado dessa vitória, o Check-Up é o primeiro e único laboratório de análises clínicas com este certificado no estado de Minas Gerais e o quinto em todo o Brasil*, além da manutenção da certificação NBR ISO 9001:2008.
(*) Fonte: Organização Nacional de Acreditação (www.ona.org.br), em 23 de abril de 2010.
Além da Dra. Paula Augusta Dias Fogaça de Aguiar, também fazem parte da equipe médica do Check-Up Medicina Laboratorial o Dr. Adilson Botelho Filho e o Dr. Henrique Borges da Silva.
Conversamos com Dra. Paula sobre a importância dessa certificação.
Dra. Paula, o laboratório já havia conquistado a Acreditação Plena ONA - Nível 2. Você poderia traçar resumidamente as diferenças de exigência da ONA nesse novo processo?
O objetivo da ONA é garantir a qualidade na assistência aos cidadãos brasileiros em todas as organizações prestadoras de serviços de saúde do País. Para isto, são utilizadas as normas do Sistema Brasileiro de Acreditação e o Manual Brasileiro de Acreditação – ONA. Essa avaliação criteriosa é chamada de ACREDITAÇÃO.
A garantia da qualidade destes serviços deve ser assegurada constantemente pela atualização permanente e capacitação da equipe, além de uma interação entre todas as áreas do laboratório: médica, tecnológica, administrativa, econômica, assistencial e setores de pesquisa. O instrumento de avaliação é dividido em 3 níveis:
Nível 1: Segurança - O laboratório conta com instalações adequadas para a atenção e cuidados aos pacientes, dispondo de Responsável Técnico habilitado para a condução do serviço. As áreas apresentam condições de conforto e segurança que contribuem para a boa assistência prestada por profissionais habilitados. A instituição é dita Acreditada.
Nível 2: Organização - O laboratório deve apresentar manuais de normas, rotinas e procedimentos documentados, atualizados e disponíveis, bem como protocolos clínicos e estatísticas básicas; deve possuir programa de educação e treinamento continuado, voltado para a melhoria de processos e para a prevenção de acidentes. A instituição é dita Acreditada Plena.
Nível 3: Práticas de gestão e qualidade/excelência - O laboratório deve integrar o programa institucional da qualidade e produtividade com evidências de ciclos de melhoria; deve estar vinculado a um programa externo de controle de qualidade; deve dispor de sistema de informação com dados e indicadores que permitem a avaliação do serviço e a comparação com referenciais adequados; deve possuir sistema de aferição da satisfação dos clientes. A instituição é dita Acreditada com Excelência.
Vale a pena ressaltar que não existe obrigatoriedade em se tornar uma instituição acreditada, mas uma vez iniciado o processo, a empresa deve procurar certificadoras idôneas para a averiguação dos requisitos mencionados. Nosso sistema de gestão de qualidade é auditado pela GL - Germanischer Lloyd, empresa alemã com 140 anos de experiência, fundada em 1867, e que está presente em 100 países e no Brasil desde 1970, e se coloca como uma das líderes mundiais em inspeções técnicas e certificações.
Sobre todo esse processo de controle de qualidade do laboratório, você poderia descrever o caminho percorrido pelo material coletado até a entrega final dos laudos?
O paciente é atendido na recepção do laboratório, onde o pedido médico é inserido no sistema de informação pelas atendentes, gerando uma ordem de serviço e etiquetas com o código de barras. Nelas, há a identificação do paciente e os exames solicitados pelo médico. A partir deste momento, o paciente é encaminhado para a sala de coletas, onde já se encontra o tubo com a etiqueta de código de barras. A etiqueta é apresentada ao paciente para confirmação de seu nome no tubo, antes da coleta. Após a punção, o material biológico é então encaminhado para o setor de triagem que funciona como uma "central de distribuição" para os setores técnicos do laboratório. Lá, os aparelhos automatizados reconhecem as informações fornecidas pelo código de barras, realizam os exames solicitados e enviam os resultados diretamente para os computadores do LIS, onde um profissional habilitado fará a liberação final dos laudos. O uso das tecnologias de código de barras e interface dos sistemas de informação com os equipamentos eleva a segurança de todas as etapas do processo produtivo do laboratório, minimizando erros como troca de amostras biológicas de pacientes e falhas de digitação de resultados de exames.
A automação e o controle de qualidade externo já existiam no laboratório mesmo antes dos preparativos da certificação?
Sim. A maioria dos aparelhos do Laboratório é automatizada e a preocupação com a agilidade, segurança e a confiança dos resultados é a política da empresa, mesmo antes de conseguirmos a acreditação ONA. O controle de qualidade externo é fornecido pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial que é o PELM (Proficiência em Ensaios Laboratoriais). O Ensaio de Proficiência é uma eficiente ferramenta para a avaliação da qualidade técnica de um laboratório, capaz de promover o conhecimento dos processos de análise e garantir a confiabilidade dos resultados, aliado ao uso de controles internos e a uma gestão comprometida com a qualidade.
Dra. Paula, essa conquista inédita do laboratório reforça a já consagrada imagem da medicina na região. Na prática, que melhorias o cliente do laboratório pode esperar a partir de agora?
Ser acreditado significa que o laboratório oferece aos seus pacientes e aos médicos a mais completa garantia de qualidade e segurança pelo conjunto dos seus serviços, tais como atendimento diferenciado, a entrega dos resultados em tempo hábil, a confiabilidade dos laudos . Isto significa vivenciar o dia-a-dia organizado e planejar o futuro de acordo com os fatores segurança, organização e gestão.
E quanto a questões subjetivas, como nível de satisfação dos clientes, quais são os critérios de avaliação da Organização?
A ONA recomenda que se faça a pesquisa de satisfação de clientes internos e externos, para que exista o conhecimento das opiniões, necessidades e as expectativas dos clientes, como fonte de referência para o aprimoramento da prestação de serviços, melhoria da qualidade e tomada de decisões estratégicas.
Dra. Paula, se essa é a mais alta certificação da organização mais importante do país, qual seria o próximo passo na busca de qualidade contínua do Check-Up?
Visando a constante busca da melhoria da qualidade de nossos serviços e ainda mantendo o foco na educação continuada, temos a possibilidade de tentarmos a acreditação do CAP (College of American Pathologists), que é uma sociedade médica formada por mais de 16.000 membros ao redor do mundo e é considerado o mais rigoroso crivo científico de qualidade laboratorial.
